Mamãe de primeira viagem
As histórias curiosas (e engraçadas) de que quem teve um recém-nascido nos braços para cuidar e nem sabia direito por onde começar
Fernanda e Davi Fischer de Souza, nascido em 27/3/2014
Banho com pouca água
“Logo que o Davi nasceu tinha medo de que ele se afogasse durante a amamentação ou dormindo. E aconteceu várias vezes. Respirei fundo, me mantive calma, na medida do possível, e resolvi o problema. Nosso primeiro banho no Davi foi um fiasco. Preparamos pouca água e ao final não pudemos enxaguá-lo direito. Algumas vezes a fralda foi mal colocada e vazou. Mas aos poucos, as coisas que pareciam difíceis ficam cada vez mais simples”.
Fernanda Fischer, 33 anos, diretora de escola
Luciane e Lorenzo Spinardi, nascido em 11/11/2012
Faro de beagle
“Quando se é mãe, a natureza sabiamente nos permite desenvolver habilidades nunca antes imagináveis. Aí segue uma lista das em que eu, por pura necessidade (para não dizer desespero), acabei me tornando expert logo no primeiro mês:
1 - Aprender a matar mosquitos, em pleno voo e com uma mão só!
2 - Fazer as refeições em três garfadas (generosas).
3 - Dormir a qualquer hora do dia, pois não se sabe quando poderá fazer isso novamente.
4 - A gente ganha o poder de ter visão de raio X, faro de beagle e audição de longo alcance. Quando eu chegava em algum lugar estranho com o Lorenzo parecia que meus olhos tinham um escâner, eu sentia cheiros, percebia se tinha corrente de ar, tudo para que, em frações de segundos, eu pudesse decidir aonde acomodar o pimpolho. Se alguém dava um espirro, rolava aquele olhar fulminante cuja legenda era: “Espero que você não tenha nenhum vírus contagioso e, pensando bem, por que você não vai embora?” (risos).
Luciane Boeno, 40, arquiteta
Gabriela e João Inácio Feldmann Müller, nascido no dia 12/3/2014
Esguichada de xixi
“Nós damos banho no João Inácio desde o primeiro dia de vida dele. Um dia, sem querer, deixamos cair muita água no rosto dele, que não gostou, tossiu e chorou! Quem tem menino deve saber que na hora da troca da fralda nunca estamos livres da famosa esguichada de xixi. Já levei várias! Ah, uma coisa que no começo a gente esquece é de cortar as unhinhas deles. Tem que sempre prestar atenção nisso, porque podem se machucar quando passam a mãozinha no rosto”.
Gabriela Feldmann, 28, cirurgiã-dentista
Caroline e Júlia Oliveira Vieira da Cunha, nascida em 24/1/2014
Crédito: Joice Bernardi
Chorando junto
“Choro junto com a Júlia em todas as vacinas. Chorei no teste do pezinho, nas cólicas, me emociono em cada descoberta dela. Posso dizer que sou uma leoa em defesa da minha filha e uma chorona assumida. Ser mãe me transformou”.
Caroline Oliveira, 28, supervisora administrativa
Gabriele e Catarina Rohde Almeida, nascida em 2/4/2013
Crédito: Joice Bernardi
Roupas nada adequadas
“No início passava o dia ligando para minha irmã e amigas que foram mães antes tirando dúvidas e perguntando os mínimos detalhes. Na nossa primeira ida ao pediatra demos risadas. Fomos com uma lista de perguntas, que hoje parecem tão bobas. Como a Catarina nasceu em Porto Alegre, fiz uma mala gigante, mas para o hospital só levei peças muito arrumadas, parecia que ela iria para uma festa! Na hora de escolher a primeira roupinha foi uma gozação entre as enfermeiras, pois a mala estava repleta de peças sofisticadas, nada confortáveis para as primeiras horas de vida. Minha mãe e minha sogra tiveram que correr para a loja mais próxima para resolver o problema”.
Gabriele Freitag Rohde Almeida, 35, advogada
Catarina e Paula Machado, nascida em 22/6/2013
Ih, esqueci a roupa reserva!
“Quando a Catarina estava na minha barriga, me atormentava a ideia de saber como seria se ela começasse a chorar e eu não conseguisse acalmar, inclusive foi foco de muita discussão nas minhas terapias e a psiquiatra sempre dizia: ‘Paula, ela será o teu reflexo, se tiveres tranquila, assim ela será’. E foi o que eu fiz, tentei manter a calma e conter a ansiedade. Na primeira noite no quarto do hospital eu não conseguia dormir, olhando ela no bercinho ao lado e louca para pegá-la, colocar ao meu lado e dizer ‘a mamãe está aqui’. Uma das primeiras vezes que saímos com ela esqueci de levar um body reserva, ela fez cocô e sujou tudo. Quando fui trocá-la, estava um frio, tirei toda roupa e depois fui pegar na bolsa a roupa limpa, e não tinha o tal body. Fiquei em pânico, ela passando frio, até que tive que colocar o macacão sem nada por baixo”.
Paula de Barros Machado, 34, assistente social
Giana e Pedro Schmidt Cerentini, nascido em 18/9/2013
Crédito: Niágara Opção 3
Vigilante do sono
“Eu ficava muito impressionada com as histórias de afogamento com as mamadas, morria de medo que ele se engasgasse e eu não conseguisse salvá-lo. Como o Pedro teve refluxo e passava as noites mamando, eu quase não dormia, ficava com ele em pé no meu colo muito tempo até ele dormir”.
Giana Schmidt, 36, cirurgiã-dentista
Daniela e Maia Fonseca Trevisan, nascida em 3/7/2013
Medo do banho
“O banho era o meu pior medo. Minha sogra sempre me dizia: ‘Não te preocupa, ela não vai se afogar’. Mas era uma batalha todo dia durante o primeiro mês, e ainda veio aquela informação da enfermeira e pediatra: ‘Não pode molhar o coto umbilical’. Já era difícil dar o banho, imagina proteger o centro da criança. Impossível! Depois que descobrimos que estes seres tão frágeis não quebram e não se afogam, com certo cuidado, claro, tudo flui ao natural”.
Daniela Fonseca Trevisan, 32, enfermeira oncologista
EDIÇÃO IMPRESSA
BUSCADOR